08 dezembro 2015

Atributos de Deus

Porventura alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar"
 (Jó 11:7-9).

Quando volvemos os nossos pensamentos para a eternidade de Deus,^ Sua imaterialidade, Sua onipresença, Sua onipotência, vemos que todas elas transcendem nossas mentes.
(...)
Sim, a incompreensibilidade da natureza divina deveria ensinar-nos humildade, cautela e reverência. Após todas as nossas pesquisas e meditações,temos que dizer com Jó:
"Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele!..." (Jó 26:14).
Quando Moisés implorou ao Senhor por uma visão da Sua glória, Ele respondeu-lhe: ". . . apregoarei o nome do Senhor diante de ti..." (Êxodo 33:19), e, como já se disse, "o nome é a coleção dos Seus atributos".
Acertadamente o puritano John Howe declarou: "Portanto, a noção que podemos formar da Sua glória é apenas como a que podemos ter de uma obra volumosa comparada com uma breve sinopse, ou de uma espaçosa região comparada com uma pequena vista panorâmica. Ele nos dá aqui um fiel relato de Si mesmo, mas não completo; o bastante para garantir — graças à orientação que por ele nos vem — que a nossa compreensão fique livre de erro, mas não de ignorância. Podemos aplicar as nossas mentes à contemplação das diversas perfeições pelas quais o Deus bendito nos revela o Seu ser, e em nossos pensamentos podemos atribuí-las todas a Ele, apesar de só termos ainda fraca e defeituosa concepção de cada uma delas. Todavia, na medida em que a nossa compreensão corresponda à revelação que Ele nos dá das Suas várias excelências, temos uma apropriada visão da Sua glória".
(...)
A absoluta suficiência de Deus faz dEle o objeto supremo, que sempre se há de buscar. A verdadeira felicidade consiste unicamente em fruir a Deus.
Seu favor é vida, e Sua amorável bondade é mais que a vida. "A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele" (Lamentações 3:24). As nossas percepções do Seu amor, da Sua graça, da Sua glória, são os principais objetos do desejo dos santos e os mananciais da sua mais elevada satisfação. "Muitos dizem: quem nos mostrará o bem? Senhor, exalta sobre nós a luz do teu rosto. Puseste alegria. no meu coração, mais do que no tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho" (Salmo 4:6-7). Sim, o cristão, quando em são juízo, pode dizer: "Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas: todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação" (Habacuque 3:17-18).
Uma criatura, como tal considerada, não tem direitos. Nada pode exigir do seu Criador; e, seja qual for a maneira como é tratada, não lhe compete queixar-se. Contudo, quando pensamos no absoluto domínio de Deus sobre todas as coisas e sobre todos os seres, não devemos perder de vista as Suas perfeições morais.
Deus é justo e bom, e sempre faz o que é reto. Não obstante, Ele exerce o Seu domínio de acordo com o beneplácito da Sua vontade soberana e justa. Atribui a cada criatura o lugar que aos Seus olhos parece bom. Ordena as diferentes circunstâncias relacionadas com cada criatura de acordo com os Seus conselhos.Modela cada vaso segundo a Sua determinação independente de toda equalquer influência. 
Tem misericórdia de quem Ele quer ter misericórdia, e endurece a quem Lhe apraz. Onde quer que estejamos, Seus olhos estão sobre nós. Quem quer que sejamos, nossa vida e tudo mais está à disposição dEle. Para o cristão, Ele é um Pai amoroso e gentil; para o pecador rebelde, Ele continuará sendo fogo consumidor.

"Ora ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém" (1 Timóteo 1:17).
( Os atributos de Deus - A.W. Pink)

25 outubro 2015

Fariseus.

Tendências do coração se revelam no teor das perguntas do tipo pode/não pode: Crente pode ouvir música "do mundo"? Pode ver filmes de terror? Pode sair com amigos que não são cristãos? Pode? Pode? Pode?Sem entrar no mérito de cada um desses assuntos, uma resposta não condescendente para todas as perguntas do tipo pode/não pode que não são diretamente abordadas pelas Escrituras é: você precisa se conhecer. Faça um autoexame: se você sente que, ao entrar em contato com "músicas do mundo", filmes de terror e amigos descrentes, você acaba se deixando levar por pensamentos e sentimentos anti-Deus em vez de encarar tudo isso redimidamente, com olhos cristãos, pense bem. Se o que está fora vai ecoar, incentivar e confirmar o que já está dentro, melhor não fazer. Essa é a visão correta: você precisará enfrentar as dúvidas sabendo que é dentro que se encontra o que está contaminado, não fora (Mt 15.11). Se você resiste a essas coisas externas na perspectiva de que elas vão contaminar a sua, digamos, "pureza interior", você está na companhia dos fariseus - e vai ser necessário cuidar desse problema em primeiro lugar.(Norma Braga)

20 agosto 2015

Gálatas 2:11-16

Quando, porém, Pedro veio a Antioquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável. Pois, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios. Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão.Os demais judeus também se uniram a ele nessa hipocrisia, de modo que até Barnabé se deixou levar. Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho, declarei a Pedro, diante de todos: "Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?"Nós, judeus de nascimento e não gentios pecadores, sabemos que ninguém é justificado pela prática da Lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado.

Paulo repreendendo Pedro. Pq? Pq Pedro deu uma leve escorregada, Pedro comia com os gentios tranquilamente, porém qdo chegou um grupo de Jerusalém Pedro correu pra longe dos gentios! 
Pq Pedro agiu desta forma? Por convicção teológica? Devemos agora supor que Pedro se esqueceu da visão que teve em Jope e da conversão da casa de Cornélio? Certamente não. Em Gálatas 2 não há indicação de que Pedro tenha mudado de opinião.
O problema é q Pedro teve medo dos cristãos judeus  “Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão” (Gálatas 2:12).


Pedro continuava a crer no evangelho, mas falhou na sua prática. Sua conduta não se ajustou com o evangelho, faltou coragem nas convicções.


Qual foi o procedimento de Paulo diante do vacilo de Pedro? “Quando, porém, Pedro veio a Antioquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável” (Gálatas 2:11).

E aqui temos um ensino maravilhoso, Paulo reconhecia a autoridade de Pedro e ainda assim não se constrangeu em exorta-lo! 
Porque Paulo agiu de forma tão dura? Paulo estava preocupado com um principio teológico que Pedro parecia esquecer: “Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho” (Gálatas 2:14).

A verdade do evangelho que Paulo refere-se diz respeito a salvação pela graça e a justificação pela fé, não por intermédio de obras da Lei. Qualquer desvio deste evangelho é intolerável para Paulo. 

Fica o ensino: 
Não basta que creiamos no evangelho, nem mesmo que lutemos para preservá-lo, temos de aplica-lo na vida diária, foi o que Pedro deixou de fazer.
Damos graças a Deus pela ação enérgica de Paulo, que quando a verdade do evangelho estava em perigo, não se retraiu, foi contundente em sua defesa. 
Isso é ser Corpo, amar e cuidar uns dos outros! A palavra esta acima de nossos relacionamentos, aliás, nossos relacionamentos no Corpo só são edificantes quando nutridos e guiados PELA Palavra! Que não tenhamos constrangimento em nos posicionar sobre a verdade!!

Pra honra e glória do Senhor!

15 agosto 2015

Já acreditei.

"Eu acreditava no meu livre arbítrio quando entrei no seminário, no sentido de que eu tinha o controle supremo sob minhas decisões. Não aprendi isso na Bíblia; absolvi essa idéia do ar independente, auto-suficiente, que se auto-estima, se auto-exalta que respiramos todos os dias.
A soberania de Deus significava que Ele podia fazer qualquer coisa comigo desde que eu O desse permissão para tal. Com esse tipo de mentalidade me matriculei na classe sobre o livro de Filipenses com Daniel Fuller e na classe sobre Doutrina da Salvação com James Morgan. Em Filipenses fui confrontado com a intratável cláusula do capítulo 2 verso 13: “ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, 13 pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.”
Isso faz de Deus a vontade por detrás de minha vontade; aquele que realiza por detrás do meu realizar. A pergunta não era se tenho ou não vontade própria; a pergunta era por que escolho o que escolho. E a resposta, não a única, porém a definitiva é Deus."

Pastor John Piper 

23 maio 2015

Frases

Rei e Senhor, Deus, que tiveste misericórdia de mim, Rei todo-poderoso e compassivo, todos os teus eleitos precisam de ti, assim como os ramos precisam da videira, como o olho precisa da luz. Sem a videira, os galhos murcham e quando falta a luz, tudo escurece. Assim te invoco em humildade, ó todo-poderoso, gracioso, glorioso triúno Deus.
Monge Gottschalk, 805-868


Dá-me, Senhor, um coração vigilante que não se deixe desviar de ti por nenhum pensamento leviano, um coração reto que não aceite ser seduzido por instintos perversos, um coração livre que não se deixe dominar por nenhum poder maligno. Dá-me, Senhor, sensatez para te conhecer, sabedoria para te achar. Faze com que minha vida inteira seja do teu agrado. 
Tomás de Aquino, 1225-1274