Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos peregrinos da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.“ (1 Pedro 1:1,2)
Em vários versos seguintes Pedro usa a mesma palavra e nos conta que a morte de Cristo foi “pré-conhecida” por Deus. Em qualquer sentido Deus sabia com certeza que o Cristo viria e morreria na cruz; da mesma forma Deus “conheceu de antemão” que os eleitos seriam salvos. É interessante notar que algumas versões utilizam a palavra “conhecido” enquanto outras traduzem como “escolhido”. O contexto está falando sobre a morte de Cristo:
“o qual [Cristo], na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo...” (1 Pedro 1:20 NVI)
“Ele [Cristo] foi escolhido por Deus antes da criação do mundo...” (1 Pedro 1:20 NTLH)
Seria ridículo dizer que Deus decidiu enviar Cristo ao mundo porque Ele “previu” que Cristo viria ao mundo e morreria. Deus não “escolheu” enviar Cristo porque Ele “previu” que pecadores O condenariam à morte. Deus soberanamente propôs enviar Cristo e o próprio Deus foi o autor da morte de Cristo. No mesmo sentido, Deus soberanamente propôs a salvação individual dos eleitos e somente Ele é o único autor e consumador de nossa salvação individual. Deus preordenou minha salvação exatamente da mesma forma como Ele preordenou a morte de Cristo.
Não estamos sugerindo que presciência não inclui conhecimento de antemão e até pode, em alguns casos, significar isso. Estamos dizendo que no verso discutido (assim como em outros) a palavra só pode significar preordenação.
Esses versos das Escrituras devem ser tomados como um ato de Deus e não apenas a habilidade de ver o futuro.
Talvez uma ilustração possa ajudar. Um arquiteto tem perfeito “pré-conhecimento” de todo prédio que ele desenha. Ele “pré-conhece” exatamente quão grande será, quantas janelas e portas terá e todos os outros detalhes. Ele vê o tipo de trancas que será usado, e até mesmo sabe a cor do piso dos andares. Agora, como o arquiteto “pré-conhece” tudo isso com certeza antes ainda do trabalho começar? De acordo com nossos amigos arminianos, o arquiteto tem a habilidade de ver o futuro. Ele “prevê” que engenheiro receberá o trabalho de construir o prédio. O arquiteto também prevê que tipo de janela este engenheiro em particular usará quando forem apresentadas várias opções. Com base neste “pré-conhecimento”, o arquiteto “escolhe” este tipo de janela em seus planos. O mesmo acontece com o resto do prédio. Como a “presciência” do arquiteto inclui tudo no prédio, ele é capaz de incorporar na planta todas as coisas que ele “prevê” que vários engenheiros “escolherão” fazer.
Qualquer ser pensante riria ao ouvir isso e diria: “John, essa idéia é completamente sem sentido”. É claro que é. Entretanto, não é mais sem sentido que a tentativa arminiana de refutar a eleição bíblica ao dizer que Deus nos escolhe porque ele previu que nós creríamos. Todos nós sabemos que o pré-conhecimento do arquiteto de como será um prédio é baseado em seus planos e propósitos. Se nós formos verdadeiramente honestos com as Escrituras, nós saberemos que o pré-conhecimento de Deus sobre quem crerá é inteiramente fundamentado em Seus planos e propósitos e não num conhecimento prévio da vontade do homem.
Uma comparação entre dois versículos da Escritura irá comprovar claramente o que já foi dito. Ambos os versos usam a palavra “escolheu”. No primeiro versículo, Davi “escolhe” algumas pedras e no segundo versículo, Deus “escolhe” algumas pessoas. Aqui estão os dois textos:
“e em seguida [Davi] pegou seu cajado, ESCOLHEU no riacho cinco pedras lisas, colocou-as na bolsa, isto é, no seu alforje de pastor...“ (1 Samuel 17:40)
“Porque Deus nos ESCOLHEU nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença.” (Efésios 1:4)
Alguém seria capaz de acreditar que as cinco pedras foram escolhidas por Davi porque elas tinham de alguma forma comunicado a Davi que elas “desejavam ser escolhidas”? É claro que não! Toda pessoa, sem exceção, leria 1 Sm 17:40 e entenderia que Davi, por razões conhecidas somente por ele, escolheu pedras específicas que queria usar. Por que as pessoas não permitem que a palavra “escolheu” tenha o mesmo significado quando se refere a Deus escolhendo pecadores? Nossos corações eram tão duros e mortos quanto as pedras no riacho. Deus soberanamente nos escolheu individualmente de acordo com Seu bom propósito da mesma forma que Davi escolheu estas cinco pedras. Deus não viu um “desejo” em nós como Davi viu um “desejo” naquelas pedras. É impressionante o quanto a Bíblia é clara em ensinar sobre a Eleição se nós simplesmente deixarmos o texto significar o que ele realmente diz.
(não sei a autoria desse texto)
13 fevereiro 2016
04 fevereiro 2016
A Deus pertence a salvação
Por: Don Fortner
Todos nós dizemos crer na confissão de Jonas: “A salvação é do Senhor” (Jonas 2:9). Mas você não quer dizer realmente isso, quer? Sei que os pregadores que ouço na rádio e televisão não crêem que “a salvação é do Senhor”. Até onde eu sei, não há outro pregador na cidade onde vivo que realmente creia que “a salvação é do Senhor”. Se existir, gostaria de conhecê- lo. Eles crêem que a salvação é parcialmente do Senhor, mas sem dúvida não inteiramente. E tenho certeza que se você crer que “a salvação é do Senhor”, não freqüentará uma igreja onde isso não é pregado. Talvez você esteja dizendo: “Eu creio que a salvação é inteiramente do Senhor”. Espero verdadeiramente que sim. Vejamos.
Dizer que a salvação é do Senhor é dizer que A SALVAÇÃO NÃO É DE FORMA ALGUMA DEPENDENTE OU DETERMINADA PELA OBRA, DIGNIDADE OU VONTADE DO HOMEM. A salvação não é obra do homem, nem é um esforço cooperativo entre Deus e o homem, Deus fazendo sua parte e o homem a dele. A salvação é obra de Deus somente. Ela é totalmente a obra de Sua graça. A obra e o mérito humano nem mesmo entram em questão. É tudo pela graça – não graça mais batismo – não graça mais membresia na igreja – não graça mais obras. A graça somente realiza a salvação. A graça mais algo cessa de ser graça. “Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra” (Rm. 11:6).
A obra do homem nunca pode merecer mérito. Nem é a vontade do homem aquilo que determina quem será salvo. Sua salvação não é dependente de sua vontade pecaminosa. É dependente da vontade soberana de Deus. Deus somente determina quem será salvo. Ele não consulta nem pede a opinião ao homem. Você está sujeito à vontade de Deus. Deus não está sujeito à sua vontade. Ele diz: “Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Rm. 9:15-16).
Se Deus determinou te salvar pela graça inigualável em Cristo, você será salvo. Ele lhe dará um novo coração, uma nova natureza, e uma nova vontade. Você virá com deleite a Cristo em verdadeira fé no dia do Seu poder gracioso e salvífico. Se Deus não tivesse determinado salvar você, se Ele não enviasse Seu Espírito para vivificar você, dar-lhe fé e trazer-lhe a Cristo, você nunca viria a Cristo, pois nunca desejaria Ele. Meu amigo, “a salvação é do Senhor”. Ele pode ser gracioso com você, ou pode te ignorar. Ele pode salvar você, ou condená-lo. É Ele somente quem decide. Você não pode exigir nada de Deus; e você não O controla.
DEUS O PAI PLANEJOU NOSSA SALVAÇÃO. Em seu propósito e graça eterna, antes do mundo começar, Deus escolheu salvar um povo para a glória do Seu grande nome. Ele determinou que enviaria Seu Filho para viver e morrer como o nosso Substituto, e que Ele aceitaria os méritos de Cristo Seu Filho como sendo nosso. Deus determinou quem Ele salvaria, como salvaria e quando salvaria, antes do mundo começar. Nossos nomes foram registrados na eternidade no livro da vida do Cordeiro. Todos os eleitos de Deus foram, num momento, escolhidos e predestinados para a vida eterna.
DEUS O FILHO COMPROU A NOSSA SALVAÇÃO. Para salvar os Seus eleitos do pecado, a lei de Deus, Sua verdade, justiça e retidão demandam sangue. A justiça deve ser satisfeita. O pecador deve morrer. Portanto, o Senhor Jesus Cristo veio como o Substituto e Representante dos eleitos de Deus. Mediante Seu grande sacrifício substitutivo, Ele satisfez as demandas estritas da santa lei de Deus por Seus eleitos. Pelo preço justo e leal do Seu sangue, Cristo nos redimiu da maldição da lei, e comprou legitimamente a salvação para o seu povo. Então, no tempo determinado, segundo o propósito de Deus, e porque Cristo nos redimiu, DEUS O ESPÍRITO SANTO REALIZA A SALVAÇÃO EM NÓS. Com Jonas, eu me regozijo em saber e declarar a você que “a salvação é do Senhor!”. Amém.
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